por Alice Maulaz

Mário Quintana já dizia que viajar é trocar a roupa da alma e é a mais pura verdade. A cada país que visitamos, vivenciamos experiências, situações e sentimentos singulares que transformam a essência de ser quem somos e consequentemente, nossos desejos mudam porque aprendemos a sonhar com os olhos abertos.

Em 2017, tive a oportunidade de ser intercambista em Londres e ver como funciona a vivência no exterior através no meu segundo idioma, vivendo diversas lutas e glórias. O intercâmbio me ajudou a aprender a cozinhar, a ser independente e abrir minha mente com relação aos meus próximos passos que executo até hoje, dois anos depois.

Mas, nem sempre podemos viajar pelas nossas limitações de tempo e dinheiro, então eis que estou começando a entender talvez a grande chave da questão: Viajar deve ser um estado de espírito. Viajar deve ser estar livre para novas oportunidades. É tentar renovar sempre que possível e estar disposto para esperar o tempo que for necessário por algo e aprender com
este mesmo tempo. É viajar pelos livros, pelas noites, pelos dias e avançar com cada uma delas.

Por fim, gostaria de deixar estes versos de Mário Quintana:
“A verdadeira arte de viajar…
A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,
Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.
Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali…
Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!’’

Alice Maulaz é carioca, escritora, professora, tradutora de textos,blogueira e colunista quinzenal da ‘Eu Leio Brasil’. Apaixonada por idiomas e literatura, a autora fala três idiomas e já participou de mais de 8 antologias.

Redes sociais:
https://papodealice.home.blog
https://www.facebook.com/papodealice
https://www.instagram.com/alicemaulaz