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Por Marlos Quintanilha

Prestes a completar três décadas de existência, confesso que fiz certo esforço para relembrar qual foi a primeira porta da literatura aberta na minha vida, ainda na infância. Lembrei que, felizmente, uma obra nacional abriu os meus olhos para esse universo tão rico. Pesquisei na Internet e me diverti ao reler parte do livro Marcelo Marmelo Martelo e outras histórias, um clássico de Ruth Rocha.

Não muito diferente do Marcelo do livro, depois da leitura me vi com as mesmas características do protagonista. Um menino dotado de grande curiosidade, que perguntava sobre tudo e qualquer coisa aos seus pais. Suas indagações inundaram a minha mente e aguçaram minha curiosidade sobre as palavras. E foi assim aquelas breves páginas, acompanhadas de ilustrações simples e diretas, acenderam a chama da paixão pela Literatura dentro de mim.

Não diferente de você que está lendo esse texto, que em algum momento lá atrás leu algo que despertou o desejo para embarcar nesse universo chamado Literatura. Começamos pela infantil, logo migramos para os juvenis e, quando percebemos (ou não), estamos lendo em todo e qualquer lugar, perdidos em páginas de diversos gêneros. Abrindo portas e mais portas, adentrando mundos mágicos, perigosos, românticos, utópicos, tenebrosos, eróticos, apocalípticos, assombrados, engraçados e, em muitas vezes, iguais ao nosso.

Ler é bem mais do que abrir um livro. Ler é sair de si. É mergulhar num mundo que pode ser todo seu. É ter a possibilidade de ser quem você quiser ser. O mundo criado pelo autor é tão mágico que cabe a você, leitor, dar voz às personagens e, frequentemente, idealizá-las na mente. Ao começar uma história, nossa única preocupação deve ser a de estar bem acompanhado de nossa imaginação. Ela é, sem dúvidas, nossa maior aliada nessa viagem.

Não podemos garantir nada ao longo dessa jornada inesquecível. Apenas uma coisa é certa: não sairemos dela da forma que entramos. Ler acima de tudo é aprender. É pegar para si lições, conhecimento, sabedoria e exercer nossa tão livre criatividade. Por isso, leia. Leia muito. Leia sempre. Leia mais. Compartilhe histórias. Podemos perder muita coisa ao longo da vida, exceto aquilo que aprendemos.

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Marlos Quintanilha é nascido em Itaboraí – RJ, formado em Administração e Pedagogia Cristã. Publicado nas editoras Andross, Rico, Porto da Lenha, Darda, Autores Independentes e Amazon. Idealizador do projeto Contos Coletivos, publicados semanalmente no blog Contos Coletivos e membro da ABERST.