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por Sue Lima

Dizem que cada pessoa é autora de sua própria história. Concordo com essa frase e digo mais, além de escreverem suas vidas, há os que escrevem sobre universos encantados que encantam as vidas de outras pessoas. Já parou para pensar em como “nasce” um autor? Creio que não seja como num estalar de dedos ou coisa parecida. Muitos autores descobrem-se como tal ao longo de suas vidas. Claro que uns mais cedo que outros, mas nada disso é relevante, o importante mesmo é a necessidade de passar para o papel (ou tela) todo o imaginário vivo que se passa dentro de si. É o mundo interior ganhando espaço e sendo projetado na realidade através da escrita.

Em algum momento da vida você já deve ter ouvido a frase que toda pessoa antes de morrer nesta vida deve “plantar uma árvore, ter um filho e escrever um livro”. A ordem dos fatores não altera o produto e, de fato, comecei pela terceira. Desde a adolescência escrevia muito e sobre vários temas, até poesia cheguei a fazer. Pena que muitos textos se perderam devido às inúmeras mudanças que fiz e eles nunca chegaram a ser lidos por ninguém.

Acontece que muito autor não tem a confiança necessária para mostrar sua escrita ao mundo. E até pouco tempo atrás eu também não tinha. Quando uma amiga, que já tinha lido algo meu, falou sobre a abertura do edital de uma antologia e disse que eu deveria arriscar e escrever um conto para a mesma, confesso que num primeiro momento fiquei eufórica e super empolgada, mas depois que a notícia assentou, a realidade bateu e pensei: E agora, o que vou fazer? Tenho ideias? Sim, muitas. Mas, será mesmo que alguma valerá a pena ser escrita? Será que serei lida? Pronto. Isso foi o suficiente para que o monstro da insegurança tomasse forma e viesse à luz com toda a força.

Eu me descobri uma autora e agora? Agora é colocar todas as minhas histórias em ordem e escrevê-las. Terei que tentar várias formas de escrita até descobrir qual gênero me faz mais feliz, qual o melhor lugar para dar vazão às minhas ideias e acreditar na minha própria capacidade. Atualmente deixei parte da minha insegurança atrás da porta e já escrevo esperando ser lida. E você? Tem alguma dica a me dar? Deixe um comentário me contando um pouco sobre a sua experiência e até a próxima!

                                                                                                                                                                                    20181231_233040

 

Sue Lima é filha, irmã, esposa e mãe de duas princesas. Paraense papa-chibé que fez sua morada na Cidade Maravilhosa, é administradora de formação e escritora de coração. Aficionada por livros, música, doramas e chocolate, viu na escrita uma forma de viver muitas vidas e fazer muitas viagens.