Desde sempre, eu me interessei por escrita e por representatividade LGBTQIA+ na literatura. Isso fez com que eu ficasse extremamente empolgada e ansiosa ao ver que a Rico estava anunciando uma antologia que trataria do tema. Eu escrevo para publicar gratuitamente em plataformas online, mas sempre me perguntei como seria a sensação de segurar em mãos algo que escrevi. Resilientes me deu essa oportunidade.
Eu escrevi o conto “Instituto Santa Bárbara” especialmente para participar da antologia e fiquei encantada quando fui adicionada ao grupo no WhatsApp (hahahaha!), onde tive contato com várias pessoas que escreviam, assim como eu, sobre grupos que tendem a serem apagados do cenário literário.
Minha intenção ao escrever o conto foi mostrar que todos os seres humanos, independentemente dos recortes sociais e culturais, passam por dificuldades e obstáculos, mas que isso nunca deve impedi-los de serem eles mesmos e amar quem amam. Infelizmente, vivemos num país e numa época onde tentam nos dizer quem devemos ser e quem devemos amar. Gabi e Amélia, as protagonistas do meu conto, sofrem com isso.
Por mais que eu quisesse passar uma mensagem por trás da narrativa, tentei deixar o conto o mais leve o possível, por se tratar de um amor na adolescência e entre personagens tão novas. Outro ponto que me preocupei ao escrever “Instituo Santa Bárbara” foi com a relação de pessoas LGBTQIA+ e suas famílias.
Acho que estamos constantemente cercados de negatividade. São tantas narrativas tristes e dramáticas acerca da comunidade LGBTQIA+ que a possibilidade de um apoio e de uma reação boa quase é eliminada, diante do que é vivenciado todos os dias e noticiado nos jornais, mas, às vezes, alguém pode entendê-lo e apoiá-lo! Nem todas as narrativas precisam terminar numa tragédia.
O processo de escrita do meu conto me fez ter esperanças de uma sociedade que pode abraçar adolescentes que estão se descobrindo e tremendo de medo do que vão encontrar ao decidirem agir como realmente são. Escrever para Resilientes e entrar em contato com diferentes contos e visões de mundo, fez com que eu pensasse que ainda podemos evoluir e aprender como amar o outro, independentemente das suas particularidades.
Acho que todos dentro da antologia se dedicaram para passar uma boa mensagem nos seus contos, para que a comunidade LGBTQIA+ seja verdadeiramente representada na antologia e para que os contos se alinhem a um pensamento de que não há nada de errado em amar quem você ama.
Como foi a minha primeira experiência com o mercado literário e fora das plataformas online que eu estava acostumada, fiquei ansiosa e nervosa durante todo o processo! Porém, não poderia ter sido melhor e mais confortante. Ver o meu conto no meio de tantos outros me deixou orgulhosa de mim mesma e todo o processo de revisão e de edição da antologia me fez ter certeza de que “Instituto Santa Bárbara” encontrou um lar dentro de Resilientes.
É isso o que desejo para todos adolescentes, que agora se sentem perdidos e desconfortáveis por não serem compreendidos, que encontrem um lar dentro de uma comunidade que deve estar pronta para acolhê-los.

Sobre o processo de escrita do conto para Resilientes – Eu leio Brasil

Desde sempre, eu me interessei por escrita e por representatividade LGBTQIA+ na literatura. Isso fez com que eu ficasse extremamente empolgada e ansiosa ao ver que a Rico estava anunciando uma antologia que trataria do tema. Eu escrevo para publicar gratuitamente em plataformas online, mas sempre me perguntei como seria a sensação de segurar em mãos algo que escrevi. Resilientes me deu essa oportunidade.

Eu escrevi o conto “Instituto Santa Bárbara” especialmente para participar da antologia e fiquei encantada quando fui adicionada ao grupo no WhatsApp (hahahaha!), onde tive contato com várias pessoas que escreviam, assim como eu, sobre grupos que tendem a serem apagados do cenário literário.

Minha intenção ao escrever o conto foi mostrar que todos os seres humanos, independentemente dos recortes sociais e culturais, passam por dificuldades e obstáculos, mas que isso nunca deve impedi-los de serem eles mesmos e amar quem amam. Infelizmente, vivemos num país e numa época onde tentam nos dizer quem devemos ser e quem devemos amar. Gabi e Amélia, as protagonistas do meu conto, sofrem com isso.

Por mais que eu quisesse passar uma mensagem por trás da narrativa, tentei deixar o conto o mais leve o possível, por se tratar de um amor na adolescência e entre personagens tão novas. Outro ponto que me preocupei ao escrever “Instituo Santa Bárbara” foi com a relação de pessoas LGBTQIA+ e suas famílias.

Acho que estamos constantemente cercados de negatividade. São tantas narrativas tristes e dramáticas acerca da comunidade LGBTQIA+ que a possibilidade de um apoio e de uma reação boa quase é eliminada, diante do que é vivenciado todos os dias e noticiado nos jornais, mas, às vezes, alguém pode entendê-lo e apoiá-lo! Nem todas as narrativas precisam terminar numa tragédia.

O processo de escrita do meu conto me fez ter esperanças de uma sociedade que pode abraçar adolescentes que estão se descobrindo e tremendo de medo do que vão encontrar ao decidirem agir como realmente são. Escrever para Resilientes e entrar em contato com diferentes contos e visões de mundo, fez com que eu pensasse que ainda podemos evoluir e aprender como amar o outro, independentemente das suas particularidades.

Acho que todos dentro da antologia se dedicaram para passar uma boa mensagem nos seus contos, para que a comunidade LGBTQIA+ seja verdadeiramente representada na antologia e para que os contos se alinhem a um pensamento de que não há nada de errado em amar quem você ama.

Como foi a minha primeira experiência com o mercado literário e fora das plataformas online que eu estava acostumada, fiquei ansiosa e nervosa durante todo o processo! Porém, não poderia ter sido melhor e mais confortante. Ver o meu conto no meio de tantos outros me deixou orgulhosa de mim mesma e todo o processo de revisão e de edição da antologia me fez ter certeza de que “Instituto Santa Bárbara” encontrou um lar dentro de Resilientes.

É isso o que desejo para todos adolescentes, que agora se sentem perdidos e desconfortáveis por não serem compreendidos, que encontrem um lar dentro de uma comunidade que deve estar pronta para acolhê-los.