Arnaldo Antunes disse: “A origem da poesia se confunde com a origem da própria linguagem. Talvez fizesse mais sentido perguntar quando a linguagem verbal deixou de ser poesia”.

A poesia como forma de expressão artística pode ser considerado anterior à escrita, porque era mais fácil guardar o conhecimento através de palavras repetíveis. Seus primeiros registros foram encontrados em monólitos, pedras rúnicas e estelas das primeiras culturas letradas. Por isso mesmo, a poesia é considerada uma das primeiras formas de escrita.

Obras da Antiguidade: Vedas da tradição indiana (1700-1200 a.C.), Odisseia (800 – 675 a.C.) de Homero, como disse, foram compostas em forma poética para ajudar na memorização e transmissão oral.

O poema épico mais antigo de que se tem notícia é a Epopeia de Gilgamesh, elaborado em 3000 a.C. na Suméria, atual Iraque, em escrita cuneiforme com tabletes de argila.

Há uma grande necessidade de estudos que possam abranger todas as diferenças formais e contextuais dos textos poéticos.

Os poemas de registros históricos de forma épica, como a Odisseia, costumam ser longos e narrativos, poemas litúrgicos (hinos, salmos, etc.) são mais curtos e adotam um tom de inspiração espontânea.

Há ainda os poemas trágicos e elegíacos, que estimulam uma resposta sentimental profunda por parte do leitor, e os poemas líricos, que costumam retratar um fragmento, um flash da vida do autor.

O historiador polonês Władysław Tatarkiewicz, em sua obra O Conceito de Poesia, afirma que existem dois conceitos para definir a poesia, o primeiro é o de “arte baseada na linguagem” e o segundo assume um significado mais geral, definindo a poesia como um certo “estado da mente”.

Entre os maiores poetas da tradição ocidental, iniciada por Homero, destacam-se o italiano Dante Alighieri (A Divina Comédia), os ingleses John Milton (Paraíso Perdido) e Lorde Byron (Don Juan), o francês Baudelaire (As Flores do Mal), o português Fernando Pessoa (Obras Completas de Álvaro de
Campos, Alberto Caeiro e Ricardo Reis), o espanhol García Lorca (Romanceiro Gitano), o chileno Pablo Neruda (Cem Sonetos de Amor) e os brasileiros Carlos Drummond de Andrade (O Sentimento do Mundo), Olavo Bilac, Cecília Meireles, Manuel Bandeira entre centenas de outros.

Dante Alighieri publicou a “Divina Comedia” em três momentos: 1317 – O inferno, 1319 – O purgatório e em 1321, pouco antes de sua morte, O paraíso. Essa obra de arte, um poema épico narrativo rigorosamente simétrico, cada parte possuindo 33 cantos, com aproximadamente 40 a 50 tercetos. O número três é essencial para a construção do poema. Os versos são escritos a partir de uma técnica original conhecida como terza rima, onde as estrofes de dez sílabas, com três linhas cada rimam de uma
determinada maneira específica.

A Divina Comédia unificou a Itália em termos de língua, sendo o dialeto fiorentino, no qual foi escrita, a língua italiana falada em todo país hoje.

Assim vemos que a poesia é uma forma muito importante da literatura, registrando inclusive história mundial.

Bibliografia:

http://www.arnaldoantunes.com.br/new/sec_textos_list.php?pa ge=1&id=27
https://www.infoescola.com/literatura/poesia/
https://www.culturagenial.com/livro-a-divina-comedia/

ARTUR LAIZO – Nasceu em Conselheiro Lafaiete, (08/11/1960). Mora em Juiz de Fora onde exerce a profissão de médico, cirurgião geral.

É presidente da LIGA DE ESCRITORES, ILUSTRADORES E AUTORES DE
JUIZ DE FORA – LEIAJF. É membro da Academia Juiz-forana de Letras e da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete