por Erik Thomazi

Em muitos momentos da vida nos perguntamos o que podemos fazer para aliviar o stress ou mesmo desenvolver, mesmo que de uma forma rasa, a nossa mente criativa e nos deparamos com algumas linhas escritas de forma a contemplar o que estamos sentindo ou mesmo colocando no papel o que nossa mente quer expressar e liberar as ideias que surgiram, mas a pergunta é: isso faz de mim um escritor? O que eu preciso para ser um escritor de verdade?

Acredito sinceramente que não existe uma receita para se tornar um escritor, pelo menos a mim nunca deram. O que faz de você um escritor de verdade é a sua vontade e o investimento que você faz nisso, não estou falando do investimento financeiro, esse é, de fato, a última coisa que você precisa se preocupar no momento.

Investir no processo de escrita envolve o desprendimento do que estamos sentindo para expressar em linhas um significado para isso, envolve um tempo, por vezes, extenso para poder colocar para fora e de forma satisfatória o que se quer dizer ou expressar.

Além disso envolve também a manutenção dessa escrita, a frequência e principalmente, como já disse em uma de minhas colunas há algum tempo, expressar o autor do texto, pois se não expressa o autor, não tem como ser o autor.

Mas não existe uma fórmula mágica para “se tornar um escritor”. Basicamente, o que mais se pode fazer é empenhar-se em estudar e desprender tempo para sempre atualizar leituras e instruir-se com dicas de escrita e organização do texto.

Ainda não estou falando aqui de revisão, copidesque ou mesmo edição, isso é um outro caminho e um outro processo que, para o momento, ainda não nos cabe. São processos importantes, mas, no momento, não vamos falar deles.

Voltando à nossa pergunta inicial sobre ser ou não um escritor de verdade, posso garantir a vocês que, sem sombra de dúvidas, qualquer um pode ser escritor, a formação para isso é na vida através de tudo que falamos anteriormente e mais a questão de divertir-se escrevendo.

Um escritor pode estar caracterizado através de vários perfis ou, como chamamos da psicologia analítica, de várias personas (do grego: máscaras) que podem transmitir muito mais do que imaginamos.

Podemos ter alguém que é depressivo e gosta de escrever para elaborar suas tristezas, angústias, dúvidas, incertezas e tudo que rodeia esse universo. Para esses escritores, o processo criativo alivia as decisões do dia a dia e os transforma em pessoas totalmente diferentes do que se espera.

Existem personas escritoras que nos transmitem, por exemplo, uma leveza tão grande na forma como escreve que parece que somos transportados para outro universo ou mesmo para o mundo particular dela.

Outras vezes encontramos personas distintas para um mesmo sujeito que são marcadas por características específicas e ações tão marcantes e significativas que acabam por se tornar pessoas reais e impressionar quem quer que seja.

As personas podem se disfarçar de outras também para trazer à tona outras nuances de um mesmo autor e isso é muito interessante, pois acabamos conhecendo um outro lado e outros gostos desse mesmo autor que nem sequer esperávamos.

Ainda quando se trata de persona, podemos atribuir a algumas o fator multiplicidade, ou seja, quando ela é capaz de se desenvolver seu processo criativo em várias vertentes e demonstra uma grande organização para esse processo também, tudo isso, para além do processo de ser e aprimorar o fator ser escritor.

Existem também os autores fominhas, que se dispõem a escrever para todas as possibilidades e alguns são realmente personas ótimas nessas escritas, mas outros, mesmo sendo bons, encaram as coisas como exercício literário e acabam por além de se divertir e descobrir um local novo no seu processo criativo, aprendendo um novo lugar na escrita.

Concluindo o nosso processo de investigação de persona literária, também podemos citar as personas emotivas ou emotivadoras que são aquelas que nos emocionam significativamente com seus textos ou com a evolução textual delas. Em algumas delas há tanto do autor que a felicidade e a emoção brotam nos meus olhos e começa a escorrer um negócio salgado e molhado que eu acho que é um suor diferente mesmo.

Uma dica: continuem sendo escritores, seja para você mesmo ou para você e para os outros. Divirta-se e descubra seus potenciais. Você é muito capaz!! Seja um escritor! Só seja!

PS.: Os nomes dados às personas não são classificações psicológicas, são
classificações meramente criativas desse autor aqui!

Erik Gabriel Thomazi é paulista, nascido na cidade de Ribeirão Preto, mas reside em São Carlos desde sempre. Nesses seus vinte e poucos anos de existência
ainda é jovem na escrita, mas já participou e participa de várias antologias, além de possuir vários projetos em andamento. Fã de Harry Potter, Percy Jackson e afins, procura sempre trazer algo deles em seus textos. Já organizou algumas antologias e trabalha como revisor freelance, além de ser psicólogo por formação e escritor por amor e paixão.

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