Escrever talvez demanda para alguns certo esforço, e para outros nem tanto. Vou destacar e relatar essa experiência pessoal e pulsante, que nos leva ao êxtase. O fato é que escrever é um diferencial em nossa vida.

A vida é pautada em situações rígidas e rotineiras impostas pela sociedade, transparecendo algo sem novidade ou devaneios. Às vezes é assim que me sinto, e para isso preciso de algo que me estimule, que transcenda além da vida do trabalho e dos vínculos sociais. Para isso atribuí ações que complementam e agregam substancialmente o meu modo de agir e pensar. Escrever, ou praticar qualquer tipo de arte é algo que faz bem tanto para a mente quanto para alma. E os que os praticam só tem a ganhar.

Penso que ter a habilidade de criar algo nos afasta das pressões do dia-a-dia. Além da escrita a qual menciono, o aprendizado de uma língua estrangeira nos favorece para uma visão de mundo mais abrangente. Para tanto, além da escrita, estudei com afinco a língua espanhola e agora busco progredir, em um estudo diário e focado, o idioma inglês. Sinto o quanto isso faz a diferença, e nos proporciona a busca de materiais que nem sempre encontramos em nosso idioma materno. Faço esse paralelo da aprendizagem de um novo idioma pelo fato de que escrever me transmite a mesma sensação. Enquanto eu for estimulado a escrever, não irei parar, mesmo diante dos entraves e dificuldades que encontramos em publicar em nosso país. As barreiras são enormes, e nada é totalmente encantador no Brasil, infelizmente.

Eu acredito que uma das coisas que move quem trabalha com arte é a inspiração, apesar de muitos defenderem que ela não existe. Bom, a meu ver, qualquer coisa pode servir como inspiração. Até uma visita a um lugar diferente pode expandir idéias e percepções que você não teria em outras ocasiões. Uma conversa despojada, uma visita inesperada; tudo isso pode ser um veículo para criação. E quem escreve sempre vai em busca de novidades, de detalhes da vida que para muita gente não faria a mínima
diferença, mas para o artista há a facilidade de transformar aquilo em algo grandioso e formidável. De alguma forma, a arte de escrever me traz a ideia de que estou contribuindo com algo que me faz crescer como ser humano. A desilusão às vezes vem e te arremata, mas a arte está no sangue, está nos gestos, nos modo de conduzir a vida. Quem começa a praticá-la não se desvincula nunca mais dela.

Maleno Maia nasceu em Santo Anastácio, interior de São Paulo e atualmente mora em Presidente Prudente – SP. É professor licenciado em Química, poeta, contista, romancista e colunista do blog Literanima.