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por Erik Thomazi

 

Nem sempre o que se escreve é, necessariamente,

bom ou ruim, em alguns momentos é,

somente si mesmo na sua mais sublime expressão de si

Oi pessoal, tudo bem?!

Em nosso último contato, falamos sobre algumas dicas para se escrever um texto e também os tipos de universo em que nossos projetos podem estar. Hoje vamos falar sobre alguns elementos que nosso texto pode conter para que possamos deixá-lo ainda melhor.

Quando se está escrevendo algo, além de se colocar os elementos principais dele, como a formatação, enquadre, regras de estrutura e tudo mais, é muito importante que se transmita o que você sente em relação ao que está escrevendo.

O texto é mais do autor do que propriamente dito do leitor. Costumo ouvir que, quando se fala algo para os outros, primeiramente está se falando para você mesmo e na escrita não é diferente.

Escrever um texto por simples e mera comodidade de escrita já é bom, mas quando você consegue sentir o que está escrevendo e trazer para o papel todas as sensações que aquele texto te proporciona é verdadeiramente real e transformador. Vamos aos exemplos:

Quando você está triste com alguma coisa ou mesmo pensativo, às vezes, colocar isso no papel ajuda a aliviar o que se está sentindo e, no caso de um personagem, por exemplo, pode facilitar para colocar os sentimentos dele para fora.

Muitas pessoas acreditam que todos os personagens que criamos ou pensamos são personificações de nós mesmos (para saber mais sobre criação de personagens não percam a coluna de amanhã do Artur Laizo), mas nem sempre é assim quando se trata de expressão de nós.

Sentimentos, pelo menos no meu caso, muitas vezes são transformados em personagens e isso contribui para que haja um direcionamento melhor do que se sente e também traga uma veracidade para aquele sentimento e para o próprio personagem.

Mas a escrita não só pode falar de nós mesmos como também ajudar a entender o que estamos passando naquele momento. Em muitos casos, ao começar a produzir algo, nossa mente está confusa e não consegue produzir ou mesmo traduzir perfeitamente o que queremos dizer, entretanto, com o passar do tempo essa escrita vai tomando forma e, sempre olhando o que já foi escrito, vamos entendendo melhor o que estamos tentando passar ou mesmo transmitir ao leitor e a nós mesmos.

Não é nada fácil expressar o que se está sentindo no momento da escrita ou mesmo descrever o sentimento que precisa mas isso é assunto para uma outra coluna, quem sabe a próxima eu não fale sobre expressões ou mesmo uma dificuldade que se tem pra escrever?

Como eu sempre digo em alguns casos e parafraseando Carl Gustav Jung: “ao contato com uma alma humana, seja somente uma alma humana”. Agora é a hora de escrever e poder transmitir a todos e também a nós mesmos o que estamos sentindo. Boa escrita pessoal! Nos vemos dia 09! Até lá!


Minha pessoa

Erik Gabriel Thomazi é paulista, nascido na cidade de Ribeirão Preto, mas reside em São Carlos desde sempre. Nesses seus vinte e poucos anos de existência ainda é jovem na escrita, mas já participou e participa de várias antologias, além de possuir vários projetos em andamento. Fã de Harry Potter, Percy Jackson e afins, procura sempre trazer algo deles em seus textos. Já organizou algumas antologias e trabalha como revisor freelance, além de ser psicólogo por formação e escritor por amor e paixão.