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Os movimentos feministas no Brasil, iniciados no século 19, moldaram a sociedade em resultados até os dias atuais. Porém, a desigualdade ainda é presente em muitos setores, um deles é o de autonomia. Meu Doce Azar, obra escrita pela psicóloga Beatriz Cortes, mostra para as próprias mulheres a importância de acreditarem em si mesmas e batalharem para conquistar os seus objetivos.

A cultura popular antiga se acostumou com a inferiorização da mulher com os estereótipos de frágil e vulnerável. De acordo com o estudo feito em 15 países, divulgado recentemente no Journal of Adolescent Health, esses estereótipos manipulados pela mídia tem consequências diretas na vida da população. Por isso, a autoestima de muitas jovens mulheres é abalada no caminho para a maturidade. O que, muitas vezes, as desmotiva e influencia no pensamento de que elas não são capazes de conquistar algo pelo próprio mérito.

Visto isso, diversas iniciativas foram (e ainda são) tomadas para a maior autonomia por parte do sexo feminino, como o encorajamento em livros, filmes e redes sociais. A recente campanha “Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro” é uma delas. Lançada em São Paulo no dia 26/4 e em Brasília em 16/5 pelo Fundo de População das Nações Unidas, sua função é promover, por meio das redes sociais, o direito das mulheres de tomarem decisões, especificamente sobre a sexualidade e reprodução.

Meu Doce Azar, de Beatriz Cortes, trata do mesmo assunto com leveza e sem trazer o peso dos conceitos. A comédia romântica conta a história de Alice, uma engenheira bem sucedida que deseja esperar para ter a primeira-vez só depois do casamento, entretanto descobre que o seu namorado a traiu. A partir daí, ela termina com o embuste, se muda para São Paulo, começa uma nova vida na cidade da garoa e descobre que ela é feita de altos e baixos, mas que as mulheres são capazes de fazer tudo o que querem, e são livres para decidir sobre o próprio corpo e relacionamentos amorosos.