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Por Marlos Quintanilha

Pode-se dizer que ele foi o precursor do gênero infantil no Brasil. Paulista, nascido no final do século XIX, formado em Direito, José Bento Renato Monteiro Lobato, conhecido popularmente apenas por Monteiro Lobato. Dono de muitas obras, destaca-se “O Sítio do pica-pau amarelo”. Título que encanta até hoje muitos leitores, histórias permeadas de fantasia que trazem lendas do nosso folclore vividas pela boneca Emília, os netos de Dona Benta e companhia.

Monteiro Lobato trouxe na sua escrita um estilo de linguagem simples para a leitura. Sua principal característica era colocar lado a lado a fantasia contada pelos nossos avós e a realidade vivida na infância de muitos brasileiros. Suas obras eram regadas por nacionalismo com críticas de caráter social. Como pode-se ler em “Urupês”, obra na qual ele retrata o caipira brasileiro vivendo no interior.

Uma de suas frases mais conhecidas diz: “Tudo tem origem nos sonhos. Primeiro sonhamos, depois fazemos.” Tal afirmação traz à memória a importância de sonhar, de acreditar. Que diz literalmente, nesse sentido, que o primeiro passo para alcançar algo, é sonhar. Sonhos que muitas vezes são oriundos nas mentes inocentes das crianças. E Lobato nos mostra através de suas personagens que os sonhos estão também na vida dos adultos, mesmo depois de passado o período da inocência infanto-juvenil.

Passados setenta anos da sua morte, as histórias contadas por esse brasileiro continuam a inspirar, a fazer suspirar, a rir e a chorar. Numa cultura tão “americanizada”, ler Monteiro Lobato é mergulhar nas raízes de um povo que não foge à luta. É resgatar as histórias que foram contadas pelas gerações passadas. É a certeza de manter viva a memória de um país que tem em seu berço literário célebres artistas que lutaram para que hoje, no século XXI, pudéssemos ter tamanha miscelânea literária.

 

Marlos Quintanilha é nascido em Itaboraí – RJ, formado em Administração e Pedagogia Cristã. Publicado nas editoras Andross, Rico, Porto da Lenha, Darda, Autores Independentes e Amazon. Idealizador do projeto Contos Coletivos, publicados semanalmente no blog Contos Coletivos e membro da ABERST.