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Como sobreviver em um lar despedaçado?

 Qual será a dor que alguém pode esconder? Apesar de ser doce e gentil, Violeta já passou por muitos percalços na vida. Pois, em casa, fora dos olhares alheios, onde lhe são arrancados os sonhos de menina e a dor lhe toma o rosto, é que a jovem perde as esperanças de que a vida melhore. Ali, naquele ambiente hostil e violento, ninguém vê Violeta chorar ou ouve os gritos de dor da mãe… Ninguém impede que o pai continue com as agressões, nem mesmo que o irmão assista a tudo, impassível, como se tratar as mulheres da casa com desprezo e crueldade fosse algo banal, comum. Como se a feminilidade que carrega em si fosse uma doença.

É através dos poemas que Violeta procura esquecer as marcas do corpo e o medo de que, um dia, ela e a mãe não sobrevivam. A jovem encontra nos versos um esboço da dor, da transformação, do seu novo eu. Percebe que, ao se ver refletida naquelas palavras, pode enxergar também uma esperança de um futuro melhor. E, assim, ela tenta se redescobrir e, mais que sobreviver, lutar de peito aberto contra aquilo que a aprisiona, bem como sua mãe.

Nessa nova busca por se tornar a mulher que sempre desejou, Violeta fará uma jornada emocionante e dolorosa em busca de se empoderar, de amar e de se permitir, com acertos e erros, dúvidas e paixões, nem sempre correspondidas. Emocione-se com esse romance jovem, forte e poderoso, escrito pelas mãos – e pelo coração – de Jéssica Anitelli. E lembre-se de que, infelizmente, sempre pode existir uma Violeta perto de você, com uma história para contar.

O livro “Violetas ao vento” é o primeiro lançamento da autora pela Rico Editora. Formada em Letras pela Universidade Federal de São Paulo, Jéssica já trabalhou como professora da rede estadual e, atualmente, exerce a profissão de revisora de textos. Mora em São José dos Campos, interior de São Paulo, e adora colocar a cidade – e outras por onde já passou – em suas obras. Aos 17 anos começou a escrever, achando assim o meio de expor sua voz ao mundo. De lá para cá, não parou mais, escrevendo livros que vão do erótico à distopia, alguns publicados por grandes editoras, outros, de forma independente. Quando não está mexendo nos textos dos outros ou sendo mãe e esposa, fica pensando em novas formas de conquistar os leitores – e o mundo.

Para saber mais sobre o processo de escrita de seu lançamento, fizemos uma entrevista com a escritora. Confira:

1 – Como foi o processo de escrita da obra? Como surgiu a ideia para esse romance?

A primeira versão, escrita em 2014, foi bem rápida e intensa. Antes de realmente escrever, montei toda a estruturação da história. Essa etapa deve ter levado um mês. Depois disso, foram 12 dias de escrita. Como eu não estava trabalhando, dediquei-me completamente à obra e concluí com rapidez a primeira versão. Eu queria escrever um drama, falar sobre violência doméstica, pois acho importante tratar de temas delicados na literatura, ainda mais voltados para jovens. Não houve algo especificamente que me fizesse criar essa história, e sim vários fatores da nossa sociedade. Até porque, no Brasil, ainda há muitos casos de violência contra a mulher.

2 – Alguma curiosidade do processo de pesquisa e de criação dos personagens que valha ser destacado?

Quando eu estava pensando em um nome para a protagonista, meu marido comentou que eu tinha muitos personagens com a letra A. Falei “nem tenho”. Só que aí, pensando melhor, vi que ele estava certo. Então abri um daqueles sites de nomes de bebês e fui lá para o final do alfabeto. Quando abri a letra V, o nome Violeta saltou aos olhos. Ali tive certeza de que esse era o nome da minha protagonista.

3 – Qual o diferencial da sua obra? Quais os assuntos principais e os temas que ela aborda?

A obra aborda a violência contra a mulher e o machismo que ainda existe na nossa sociedade. Apesar de ser um tema delicado e que precisa ser discutido, o livro também traz poemas, já que a protagonista tem um gosto especial por eles. Os poemas são como trilha sonora para a história da Violeta.

4 – Finalize deixando um recado para os leitores e dizendo porque eles devem ser esse romance.

“Violetas ao vento” toca na alma. Ao mesmo tempo que traz revolta e faz chorar, traz o suspiro, o sorriso de alívio. Violeta é uma menina doce com uma realidade triste. É um livro que deixa aquele calorzinho no peito quando se lê.

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