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Será o amor capaz de salvar alguém da mais solitária escuridão?

Rico Editora aposta em romance gay, que marca a estreia de Roberto Azevedo. A história conta sobre Marcos, que nunca esqueceu tudo que viveu na cidade onde nascera. Não tem como apagar a morte do pai, o fato de perder a visão e despedir-se de tudo que amava. Entre aquelas ruas viveu o melhor e o pior da sua vida. Dez anos se passam, quando enfim Marcos retorna a sua cidade de infância, mas assim como ele, tudo mudou. Mas, para a sorte do rapaz, coisas boas também acontecem.

Afinal, dizem que o amor é para todos e sempre encontra um jeito de unir as pessoas…  Porque com ele seria diferente? Tudo começa com apenas um nome, que pertence a dois garotos completamente opostos. Mas ambos causarão inúmeras confusões na cabeça de Marcos. A única coisa que o nosso jovem protagonista sabe é que um deles é o cara que ele esperava ansiosamente encontrar, a única lembrança boa do seu passado. Mas qual?! Através dessa busca, Marcos descobrirá mais sobre si mesmo do que imagina. Mas será que ele está pronto para descobrir em si as luzes do verdadeiro amor? Prepare o coração e venha conferir.

Mais sobre o autor: Pedagogo em formação, leitor por paixão, Roberto Azevedo resolveu sair do armário e assumir-se como escritor com As Luzes em Mim. Sempre apaixonado por histórias, desde que aprendera a ler, é o típico cara que acredita em finais felizes e que todos podemos melhorar, desde que haja empatia e solidariedade. Quando não está criando bolos — sua segunda paixão — fica escrevendo ouvindo Celine Dion, com o gato deitado no seu pé.

Para saber mais sobre o processo de escrita desse livro batemos um papo com o Roberto, que revelou todo seu processo. Confira:

1 – Como foi o processo de escrita da obra? Como surgiu a ideia para esse romance?

O processo de escrita foi bem longo e trabalhoso; A ideia nascera quando me peguei pensando no que eu mais gostava no corpo humano (isso a dez anos atrás) e cheguei a conclusão que não era uma parte específica como pernas, boca, por exemplo, mas sim os olhos, sobre tudo o que eles nos proporciona, a visão. Junto disso, comecei a imaginar como seria a vida sem esse bem tão precioso. E assim Marcos nascera.

2 – Alguma curiosidade do processo de pesquisa e de criação dos personagens que valha ser destacado?

Por Marcos se tornar deficiente visual, tive que pesquisar como é a vida de pessoas que vivem com essa deficiência, e por mais difícil que seja eles estão sempre sorrindo e gratos por viverem;  o que me fez repensar em coisas supérfluas que eu supervalorizava. Na história, há também um cão guia e para inseri-lo na trama a pesquisa foi árdua e interessante. Foi muito lindo descobrir como ele fica quando está a trabalho, sempre a postos e extremamente atento a tudo o que está a sua volta. De fato eles passam a ser uma grande parte das luzes que seus donos possuem. Eles são fantásticos!

3 – Qual o diferencial da sua obra? Quais os assuntos principais e os temas que ela aborda?

O diferencial da minha obra esta nas entrelinhas, o poder do perdão. Ela aborda quase que de tudo um pouco. A homossexualidade pode ser a estrela; junto dela vem a família. Aparece o bullying logo nos primeiros capítulos, e mostro o que ele pode causar na vida das pessoas, claro que sempre é ruim para quem é agredido, porém acredito que fui feliz em mostrar que há consequências para quem o faz e que sobre todas as coisas o que deve prevalecer é o amor. E, como o título sugere, abordo a luz interior, tento passar em palavras algo que ouso dizer que vai além do abstrato.

4 – Finalize deixando um recado para os leitores e dizendo porque eles devem ler esse romance.

Se você se encontra em uma das siglas do LGBT+ você deve ler esse romance não só pelo fato do protagonista ser gay e nem por ele ser deficiente visual, mas para sentir junto comigo o amor de uma forma diferente, se apaixonar pela alma, pela luz que há nas outras pessoas. E se você não se encaixa em nenhuma das siglas que citei acima você deve ler pelas mesmas razões. Todavia para ver que ser diferente não é sinônimo de ser errado, e que de forma alguma isso vai mudará o que você é. E aproveito para dizer, que tal sair do cantinho que lhe cai bem e olhar o mundo com mais empatia.
Gratidão a todos e que As Luzes do amor nunca se apaguem em vossas vidas!

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