Foi tamanha a surpresa de ter sido chamada a participar do livro que pouco tenho o que descrever sobre minha preparação para ele. Apenas tinha um conto e soube do projeto Resilientes. Dessas coincidências oportunas que colocam nossas ações em curso.

Mandei o texto pra Rico como faço quase tudo na vida: sem expectativa. Escrevi ele pra mim, sem muito propósito, depois de um dia estranho. Passado um bom tempo escrito e  esquecido, a Rico anunciou uma antologia sobre o universo LGBT e eu me lembrei dele.

A princípio achei que minha história pudesse não ter muito a ver com a ideia da antologia: não se trata de um conto que fale algo especificamente sobre o universo de uma mulher lésbica, trata-se de uma história sobre o encantamento com a vida, as pessoas e as possibilidades, sobre o capricho do tempo, sobre as idas e voltas das oportunidades. Ou seja, é uma história universal que, assim sendo, também inclui as vivências de pessoas LGBT.

E então foi que entendi que o propósito de Resilientes era mesmo ampliar
todas as perspectivas: ser incisiva e ser leve, militar e não militar, propor uma discussão e não propor nada – representar tantas quantas forem as nossas vozes.

O processo de edição foi tranquilo, propositivo e respeitoso. A organização, informal mas diligente. O contato e a troca com os outros autores e organizadoras, extremamente estimulante.

Espero, com torcida e confiança, que a leitura de Resilientes agregue aos leitores tanto quanto participar dela o fez pra mim. Certo dia comentaram, no grupo dos autores, que antologias na Rico são viciantes de se participar. Agora eu testemunho o porquê. A questão é que isso me arranjou só um pequeno problema: vou ter dificuldades em manter aquela política de não fazer nada com expectativas.

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Danielle Vicentino -Nascida no outono carioca de 1986. Advogada. Mantem um blog na plataforma Medium onde escreve em colaboração com as publicações New Order e Pirata Cultural.