Ontem precisei ir ao hospital e lá sentada nas cadeiras, aguardando o atendimento, ouvi tantas demonstrações da falta da palavra que intitula o meu texto que não pude pensar em outra coisa para falar hoje.
A demora em cada atendimento individual gerava burburinho ao meu lado: “Nossa, fica meia hora com o paciente, assim atrasa mesmo!” 
Eu confesso que não estava feliz da vida esperando ali, com meu problema para ser resolvido. Mas, confesso também que não me incomodava que cada um que entrasse no consultório passasse um “bom” tempo lá dentro. Era sinal de que estava sendo ouvido, examinado, exatamente aquilo que é certo fazer. E pensava comigo: “quando for a minha vez, espero poder ter a mesma atenção necessária”. 
E onde chego com esse exemplo real? 
Que aprendemos muito sobre empatia com o próximo, mas a gente só quer saber dela quando é dirigida de fato ao nosso próprio benefício.
“Quando eu entrar espero que essa médica lerda me atenda direito…”  foi mais um dos comentários ouvidos.
Está na hora da gente parar de ser hipócrita com o nosso próprio discurso. Vivemos o tempo apontando, anulando, disseminando o “cada um por si”. Mas, adoramos compartilhar textos bonitos, reflexões, exemplos lindos só pra mostrar que somos pessoas descoladas, antenadas com a “moda” da reciprocidade. 
Empatia vai muito além de uma palavra em alta. Ela está na capacidade de sermos humanos de verdade. De nos colocar no lugar do outro, de esperar o melhor pelo outro e consequentemente isso reflete em nós.
Que tal testar isso um pouco?
Um beijo e até semana que vem 😉
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