Por Marlos Quintanilha

“Nível de total e legítima autonomia que representa o ideal maior de um cidadão, de um povo ou de um país.” Michaelis on line

Desde que o mundo é mundo existe uma gama de regras sobre viver em sociedade. Mesmo que nos primórdios esse conceito fosse quase que familiar, já se vivia em grupo e isso impunha um conjunto de normas. Tal padrão migrou da convivência permeando a cultura.

Ser livre é gozar do direito de ir e vir, basicamente. Contudo, aqui falaremos da liberdade dentro da literatura.

Junto com a corte real portuguesa veio a cultura europeia, dando influência e seguindo até os nossos dias. Dentre os quais destacamos: Quinhentismo, Barroco, Arcadismo, Romantismo, Realismo/Parnasianismo/Naturalismo, Simbolismo, Pré Modernismo e Modernismo atual. Em cada um dos estilos citados acima vemos características marcantes. E isso nos traz uma reflexão, a possibilidade de evoluir.

500 anos passaram desde a chegada da Família Real e tal evolução está apenas começando, como fosse o início de tudo. Infelizmente, devido ao retrocesso do pensamento de alguns, há um longo (e lento) caminho (ainda) a percorrer frente ao novo, ao futuro, ao possível.

Há quem diga que somos frutos do meio que vivemos. Será que a sociedade é resultado dos cidadãos ou vice versa? Quem sabe! Realmente é uma questão para muitos debates.

Graças a esse mais de meio século de evolução hoje possuímos dentro da literatura uma vasta lista de gêneros e estilos para todos os gostos. Muitas represálias foram vividas. Tantas vozes foram caladas. Nomes banidos. Histórias esquecidas. Lágrimas caídas. Vidas cessadas. A liberdade tem um preço. Um alto preço, diga-se de passagem.

E pra fechar chegamos frente à frente ao novo. Ao palpável. Ao possível. Cada novo autor que surge ou cada nova história escrita é uma porta que se abre às possibilidades. Escrever é dar vida àquilo que grita dentro de nós e muitos têm medo de colocar pra fora. Ler é mergulhar de cabeça num universo que outrora era inalcançável e pouco a pouco tem se aproximado.

É inadmissível viver numa sociedade onde um gênero específico só possa ler lido por uma parcela de leitores. Literatura não tem gênero Literatura é sinônimo de liberdade. É uma abertura para a diversidade. É olhar o mundo que insiste em nos convidar ao novo.

Visto que há quem acredite realmente que ao ler um livro com personagens de determinados nichos sociais vá influenciar a personalidade do leitor a tal ponto de alterar suas ações e postura, é realmente importante que fortaleçamos nossos personagens a fim de mudarmos nossa geração (risos).

Escrever é segurar na mão de milhares de desconhecidos e fazer deles seus melhores amigos num mundo particular. Essa particularidade não é egoísta. Pelo contrário, é uma chance de renovação. É a liberdade calada por séculos. É o direito de ser quem quiser e decidir onde quer chegar.

Marlos Quintanilha é nascido em Itaboraí – RJ, formado em Administração e Pedagogia Cristã. Publicado nas editoras Andross, Rico, Porto da Lenha, Darda, Autores Independentes e Amazon. Vencedor do concurso Do Conto ao Livro edição 2019 da Editora Rico e membro da ABERST.

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