marcos

Foi por meio das antologias que eu acabei por descobrir lá pro final de 2016, o universo literário nacional. A partir desse modelo de escrita e publicação que me aventurei a escrever um conto e tentar publicá-lo pela primeira vez, afinal, eu tinha o sonho de escrever e publicar, mas nunca tinha de fato embarcado nessa viagem. Minhas histórias ficavam sempre presas a minha cabeça, meu notebook ou nos meus papéis. Até que decidi tentar arriscar a viver um sonho de ter uma história publicada, com isso, escrevi e enviei um conto para a antologia As Lendas de Colina (Editora Rouxinol), na qual eu tive meu primeiro conto selecionado e a partir dela se abriu um mundo possível no meio literário para mim. Após esse primeiro conto selecionado reforcei minha ideia e pensamento de que sim, eu podia ser um escritor (o que às vezes nós, escritores, temos sérias dúvidas sobre podermos ser ou não um escritor), e aí, procurando conhecer melhor e mais a fundo o mercado literário, me surpreendi ao me deparar com uma gama de possibilidades, que obviamente abriu meus horizontes me fazendo ver esse mundo com outros olhos. A partir disso, fui me inscrevendo em vários editais para antologias. Não passei em todos, mas tive o enorme prazer de passar em muitos. E essa foi a forma que escolhi ir trilhando um caminho para alcançar meu sonho. E esse é um mercado que acredito ser possível dar asas a possibilidade de começar a realizar nossos sonhos.

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Ser escritor e estar fazendo o que eu amo é algo que me deixa imensamente realizado. Às vezes até me questiono o porquê demorei tanto a me lançar nesse meio e me permitir ser feliz como tenho sido escrevendo. Porém, tem algo que a literatura me trouxe e que vai muito além da realização pessoal, que é a amizade. Desde o primeiro momento que tive contato com o meio literário eu pude conhecer inúmeras pessoas, mais até do que consigo ter noção e dar conta. E dessas muitas pessoas eu fiz muitos colegas de trabalho, muitos contatos, mas sobre tudo fiz muitos, mas muitos amigos mesmo. Alguns amigos que se tornaram meus melhores amigos e que vou levar para a vida toda. Já disse a alguns deles que se eu pudesse fazia uma vila para morarmos todos juntos, um pertinho um do outro.

Mas a verdade é que o bem mais precioso que a escrita me deu foram os amigos que fiz. Tenho em minha vida hoje pessoas que apenas há um ano, dois entraram e fizeram morada como se estivessem comigo há décadas, séculos. Pessoas com quem compartilho minha vida, minhas alegrias e minha angústias e vice e versa. Eu costumo dizer que se eu nunca mais pudesse escrever e publicar algo, as amizades e os aprendizados que fiz nessa jornada até aqui valeriam muito mais que qualquer publicação.

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Eu sempre escrevi. Nem consigo lembrar desde quando, mas sei que desde pequeno escrevia coisas, pois sempre tive a imaginação muito fértil. Na infância e no início da adolescência os frutos dessa imaginação iam geralmente para os brinquedos, os bonecos e tal, e viraram incríveis aventuras. Mas a partir daí algumas coisas começaram a ir pro papel ou ficarem agrupadas somente na minha cabeça e durante parte da minha puberdade para a fase adulta quis muito ser autor de novelas. Pensava, criava e escrevia histórias que com toda certeza (achava eu) que um dia seriam grandes novelas (podem até ser um dia, acho difícil). Até que a literatura (a princípio a internacional muito mais que a nacional) começou a me encantar de tal forma que passei a querer escrever livros e não mais novelas. Daí por diante minha imaginação e minhas criações passaram a ser histórias que seriam livros. Muitos romances e muitas sagas foram pensadas e criadas desde então.

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Sempre fui fascinado por livros, séries, animações e filmes e tudo isso sempre me inspirou muito a criar histórias desde a infância. Pensa em quantas continuações e versões dos filmes da Disney, dos jogos de videogames eu não já criei quando eu era mais novo. Eu sou o tipo de pessoa que um pensamento sobre algo, uma cena, uma situação é capaz de criar uma megalomaníaca ou uma simples história na cabeça. O difícil é dar conta de colocar todas elas no papel (Rs) ou de dar foco naquele momento para tal história. Pois sou o tipo de pessoa que por ter muitas ideias fervilhando na cabeça, acabo por vezes deixando uma história de lado para trabalhar em outra. O que tenho tentado resolver, nem sempre com muito sucesso (Rs). Então, é muito fácil para mim ter inspiração para criar minhas histórias, inclusive porque costumo trazer referencias, vivências, homenagens, situações, características e lembranças de coisas pessoais para minhas histórias. Por mais singelo que seja, sempre tem algo meu em cada história que escrevo ou penso/crio.

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Falando em inspiração, uma das coisas que me inspiram muito, principalmente porque o meu gênero literário preferido tanto para ler quanto para escrever é o romance, são as histórias de amor, de paixão, de encanto e de decepção que já vivi. Meus relacionamentos já renderem muitas histórias ou me inspiraram a criar muitas delas. Da época que eu queria escrever novelas até hoje. Claro que alguns renderam muito mais histórias que outros.

Meu último relacionamento por exemplo, de 2013 até hoje, me inspirou a criar 51 histórias contabilizadas, pois se eu recuperasse os arquivos do meu antigo notebook o número aumentaria com certeza. Até o momento são 14 romances de fantasia e 37 romances. Sendo que 18 desses 37 romances compõem um projeto específico que foi criado e pensado para as histórias serem dadas como presente em datas comemorativas.

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Uma curiosidade sobre mim é que escrevo sempre ouvindo música. Sempre! Dificilmente escrevo algo sem estar ouvindo qualquer tipo de música se eu estiver em casa ou em algum lugar que me possibilite fazer essas duas coisas juntas. Na verdade, em casa faço praticamente tudo ouvindo música.

Algumas histórias, sejam meus romances ou meus contos, acabo colocando uma música específica para ouvir que acaba ficando como trilha do que está sendo escrito. Os meus romances geralmente eu crio uma trilha sonora para eles. A música é algo que como os filmes, séries e outras coisas me inspiram muito também. E escrever sem estar ouvindo música não é algo que me impede de escrever, mas às vezes interfere, dependendo da história.

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Uma coisa na literatura, principalmente a nacional, que me preocupa quando escrevo e crio personagens é a representatividade. Sempre tentei estar atento em minhas criações e agora mais do que nunca. Procuro criar personagens que de alguma forma representem os diversos tipos de pessoas que temos na nossa sociedade. Nas minhas muitas histórias tenho personagens e protagonistas negros e negras, mulheres, LGBTs, de crianças à idosos, portadores de deficiências e transtornos, de religiões diversas, gordo ou magro. Pois acho que escrever uma história nacional, produzir literatura nacional é compor essas histórias do que temos em nossa sociedade e temos todos esses tipos de pessoas, então, é nada mais que justo que elas estejam representados em nossas histórias. Acredito que nós, autores nacionais, deveríamos incluir sempre em nossas criações a multiculturalidade e a pluralidade que temos.

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Nesse momento estou com dois romances em desenvolvimento e em processo de escrita. Um romance que fala sobre os encontros que a vida nos traz e o outro é um romance LGBT.

De Novo: É a história de um rapaz que conhece e se encanta por uma jovem que acaba morrendo em um assalto. No dia seguinte ele percebe estar vivendo aquele fatídico dia de novo, então ele tenta fazer de tudo para que a morte não alcance a moça, sem obter êxito, pois a moça morre novamente. Porém, a cada chance de viver o mesmo dia com ela, ele faz com que valha a pena viver cada momento juntos.

Despertar Pra Você: É a história de um guarda-vidas do corpo de bombeiros que ao salvar a vida de um jovem, se descobre quanto bissexual ao criar um envolvimento emocional com o rapaz que fica meses em coma.

Embora a meta seja terminar de escrever esses dois romances até abril/maio, a ideia é estar com um deles pronto e com todo o processo de editoração necessário finalizado para lançá-lo na Bienal do Livro desse ano. Surpresa para qual vai ser.

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Ainda esse ano pretendo lançar um romance na Amazon, que se chama O Tempo das Borboletas. E esse ano também darei início ao processo de escrita de um romance que trará o TEA (Transtorno do Espectro Autista) como um dos temas abordados. A história trará um dos personagens protagonista portador do TEA se apaixonando e vivendo uma linda história de amor. Eu já tenho três romances criados com essa temática, porém, minha ideia é escolher o livro que será trabalhado por votação popular. Vou disponibilizar os dois primeiros capítulos de cada romance e os mais votado será o livro de trabalho para ser lançado o ano que vem.

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Hoje tenho a felicidade de ter alguns contos em algumas antologias.

Como autor:

* As lendas de Colina (Rouxinol Editora)

* Nossos dias (Rouxinol Editora)

* Amor sem limites (Arkanus Editorial)

* As aventuras no País das Maravilhas (Arkanus Editorial)

* Era outra vez (Grupo Editorial Hope)

* Das palavras que eu não disse (Grupo Editorial Hope)

* Posso te amar por mais 5 minutos? (Grupo Editorial Hope)

* Flores para o inverno (Editora Villa-Lobos)

* Néctar dos mundos (Editora Villa-Lobos)

* Vivendo na Terra do Nunca (Rico Editora)

* Deuses gregos e nórdicos (Darda Editora)

* Vozes da terra (PUB Editorial)

* Noite feliz (E-book na Amazon)

* Noite de arrepios (E-book na Amazon)

Como autor e co-organizador:

* A colônia perdida de Roanoke (Darda Editora).

E agora como autor e organizador:

* Os anjos estão aqui (Darda Editora)