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Leitor! Nós sabemos que tá difícil. Sabemos que está complicado. E foi exatamente para te ajudar a eliminar seus problemas de maneira cirúrgica que chamamos ele, direto de Grey’s Anatomy, para vir aqui te contar sobre ele. O inigualável! O poeta! O poliglota! Artur Laizo!

1- Eu sou médico, formado pela UFJF com especialização em cirurgia geral. Fiz mestrado e doutorado em cirurgia através da UFMG. Hoje, trabalho como cirurgião e intensivista – médico de UTI -, em Juiz de Fora – MG. Sou ainda professor do curso de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade Presidente Antônio Carlos de Juiz de Fora.

2- Apesar de médico, eu sou escritor. Comecei a escrever aos dez anos de idade e aos treze anos escrevi o meu primeiro romance “Lembranças do Oriente” (2003). O livro ficou guardado e foi publicado trinta anos depois. Na época que eu o escrevi, morava em Conselheiro Lafaiete – MG – e não tinha como investir na carreira literária e não havia muitos concursos e formas de divulgação.

3- No colégio sempre escrevi e meus colegas de turma eram meus fiéis leitores. Escrevia poesias e um belo dia, meus escritos chegaram às mãos de meu professor de matemática, poeta como livros publicados, que resolveu me ajudar a escrever poemas. Sua influência clássica, parnasiana, não era
na verdade o que eu queria fazer e um belo dia, encontrei meu maior inspirador na poesia, Manoel Bandeira. Daí pra frente, meus poemas foram versos livres sempre beirando o romantismo.

4- Morei em Lafaiete até os dezoito anos quando vim para Juiz de Fora estudar medicina e aqui me estabeleci. Era uma cidade imensa em relação à terra Natal e eu participei de movimentos estudantis, fui a dois congressos da UNE – ainda ilegal na época – fiz aulas de línguas, acabei me dedicando mais ao italiano, teatro entre outras coisas.

5- Estudei línguas por sempre adorar português  quando vim de Lafaiete para Juiz de Fora, falava mal inglês, falava, lia e escrevia muito bem francês. Em Juiz de Fora, acabei me dedicando à língua italiana e dei aula dessa língua por vinte anos. Morava mais na Casa d’Italia que na minha própria casa e convivia com a Colônia Italiana da cidade.

6- Nunca parei de escrever e de pintar. Comecei a pintar telas aos doze anos, no início com tinta a óleo, depois da alergia com tinta acrílica. Estudei com uma artista plástica de renome internacional de Lafaiete, mas por só quatro meses. Nessa época eu quebrei o braço esquerdo e isso me dificultou de frequentar as aulas e pintar. Quebrei o braço andando de skate na varanda de casa.

7- Sou uma pessoa de bem com a vida. Não tenho problemas que não consiga pensar neles e com calma e paciência resolvê-los. Houve uma época em que era mais acometido de crises depressivas e eu acabava me deixando sofrer por um período que se tornava extremamente produtivo. Houve dias que eu escrevi vinte poemas bem sofridos. Quando resolvia que estava na hora de acabar com isso, acabava e pronto.

8- Gosto de comer massas, carnes, não sou fã de doces, mas gosto de comer coisas gostosas e por isso mesmo, não tenho restrição para comer ou não comer determinado tipo de coisa. Hoje em dia, existe uma corrente de proibições e incentivos a certos alimentos que eu não concordo muito e continuo comendo e bebendo o que eu gosto. Gosto de cozinhar principalmente cozinha italiana.

9- Casei-me em 2000 com uma pessoa maravilhosa. Ângela era professora de inglês e italiano quando a conheci na Casa d’Italia. Era formada em Letras português/inglês e é dotada de grande cultura geral. Trabalhamos juntos na Associação de Cultura Italio-brasileira durante vinte anos. Desde que a conheci são muitos anos de relacionamento.

10- Hoje invisto muito na minha carreira literária. Tenho no momento, nove livros publicados e um e-book. Sou o presidente da Liga de Escritores, Ilustradores e Autores de Juiz de Fora – LEIAJF -, sou membro da Academia de Ciências e Letras de Conselheiro Lafaiete – ACLCL – e membro da Academia Juiz-forana de Letras – AJL. Acredito no poder da palavra escrita ou falada e por isso mesmo, creio que a literatura tem que ser divulgada para criar mais leitores no país e com isso aumentar a cultura e o poder de raciocínio do nosso povo.